Professor Revair
Pesquisa:
Iluminismo;
A colonização inglesa e a independência dos Estados Unidos da América (EUA);
Revolução Francesa e a Expansão Napoleônica;
A Independência do Brasil.
Orientação: Manuscrito em folha Almaço e deve conter – Imagens, Capa, Sumário, Fonte Bibliografia, Conclusão, Nome e Série.
8 Ano B - C - D - E - F - HISTÓRIA
Professora Cassia
Revolução Industrial.
Chamamos de Revolução Industrial ao conjunto de mudanças ocorridas na produção de
mercadorias e no modo de viver das pessoas na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII,
e que se expandiu para outros países no século XIX. Não estamos falando de uma revolução
como uma revolta política, e sim no sentido de profundas transformações socioeconômicas e
tecnológicas.
O FATORES POLÍTICOS FATORES SOCIAIS FATORES ECONÔMICOS FATORES
GEOGRÁFICOS
No século XVIII a Inglaterra reunia condições que favoreceram o início da Revolução
Industrial. Preencha o quadro abaixo retirando do texto pelo menos duas características e
classificando-as em: A expansão da Revolução Industrial A industrialização começou a se
expandir por outros países da Europa no decorrer da 1ª metade do século XIX, entre eles a
Bélgica, França, Alemanha, Itália e Rússia. No final do século XIX, chegou nos Estados Unidos, e
no Japão. Cada país se desenvolveu industrialmente em ritmo diferente, pois isso dependia
das condições econômicas, sociais e culturais de cada local.
Veja alguns fatores que determinam o pioneirismo inglês no processo de industrialização: - O
acúmulo de capitais (riquezas, dinheiro) conseguido através da expansão do comércio
marítimo (lucros do tráfico de escravos, pirataria e exploração de colônias);
A Revolução Gloriosa de 1688, que estabeleceu na Inglaterra a superioridade política do
Parlamento sobre a monarquia, permitiu o avanço capitalista no campo, com o cercamento
das terras pelos nobres ingleses.
A expulsão dos camponeses dessas terras permitiu que elas fossem usadas como pastagens
para a criação de animais, principalmente ovelhas, cuja lã era vendida como matéria-prima
para a indústria; - os avanços tecnológicos experimentados pelos ingleses, como a invenção da
máquina a vapor e, posteriormente, o desenvolvimento dos meios de transporte (ferrovias); -
a existência de reservas de carvão e ferro, tão necessários para o funcionamento das fábricas; -
a mão de obra farta e barata, uma vez que milhares de camponeses tiveram de deixar o campo
e partir para as cidades, devido aos cercamentos das terras.
Atividades:
1- No século XVIII a Inglaterra reunia condições que favoreceram o início da Revolução
Industrial. Preencha o quadro abaixo retirando do texto pelo menos duas
características e classificando-as em:
FATORES POLÍTICOS: ______________________________________________________
FATORES SOCIAIS: ________________________________________________________
FATORES ECONÔMICOS:___________________________________________________
FATORES GEOGRÁFICOS: __________________________________________________
A expansão da Revolução Industrial A industrialização começou a se expandir por
outros países da Europa no decorrer da 1ª metade do século XIX, entre eles a Bélgica,
França, Alemanha, Itália e Rússia. No final do século XIX, chegou nos Estados Unidos, e
no Japão. Cada país se desenvolveu industrialmente em ritmo diferente, pois isso
dependia das condições econômicas, sociais e culturais de cada local.
2- Complete o esquema com o nome de países da Europa, Ásia e da América que fizeram sua
Revolução Industrial no século XIX:
Invenções
A partir de meados do século XVIII e início do século XIX, várias invenções possibilitaram o
surgimento de milhares de fábricas, o aumento da produtividade e a melhoria dos transportes
com o uso, principalmente, do motor a vapor. O período desses inventos é conhecido como a
Primeira Revolução Industrial.
A partir da segunda metade do século XIX, alguns países da Europa, os Estados Unidos e o
Japão conheceram um grande desenvolvimento econômico, fundamentado nas
transformações originadas na chamada SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. Como exemplos
temos: • a substituição do ferro pelo aço como material industrial básico; • o surgimento de
novas fontes de energia como a eletricidade e derivados do petróleo; • o desenvolvimento de
motores a explosão interna permitiram o aperfeiçoamento das indústrias e máquinas; • a
ampliação da relação entre desenvolvimento científico e desenvolvimento industrial, além da
aplicação dos progressos científicos à produção e ao desenvolvimento da indústria química e
elétrica; • transformações radicais nos transportes e comunicações e a ampliação das vias
férreas. Em 1880, Daimler e Benz começam a construir automóveis artesanais na Alemanha,
Dunlop aperfeiçoa o pneumático em 1888 e Henry Ford inicia a produção do seu modelo "Ford
T" em 1908, nos Estados Unidos.
As fábricas e os trabalhadores
“Toda manhã, às cinco horas, o diretor deve tocar o sino para o início do trabalho, às oito.
horas para o café da manhã, depois de meia hora para o retorno ao trabalho, ao meio dia toca
o sino para o almoço e às oito para o fim do expediente, quando tudo deve ser trancado.”
Adaptado de: Livro das Leis da Siderúrgica Crowley. Em: Thompson, E. P. Costumes em
comum: Estudos sobre a cultura popular tradicional. SP: Cia das Letras, 1998 A Revolução
Industrial foi um marco para a desvalorização do trabalho manual e de seus trabalhadores,
pois muitos foram substituídos pelas máquinas. Os que trabalhavam nas fábricas só
participavam de determinada fase da produção. O trabalho se tornava algo contínuo,
repetitivo e mecanizado. Por exemplo, se a função era bater um prego em determinado local
do produto, era só isso que se fazia o dia inteiro, na mesma velocidade e ritmo. Muitos não
sabiam nem qual era o produto final e essa função, muitas vezes, não correspondia ao valor do
que ele era capaz de produzir.
As fábricas não eram ambientes adequados de trabalho. Tinham péssimas condições de
iluminação e ventilação. Não havia medidas nem equipamentos de segurança para os
operários. Muitos se acidentavam, outros contraíam graves doenças. A média de vida dos
trabalhadores era muito baixa, se comparada a de hoje. A jornada de trabalho chegava a ser
de 16 horas por dia, sem direito a descansos e férias. Os salários eram baixos e a disciplina era
rigorosa, para manter o ritmo da produção. Os trabalhadores não tinham direitos e nem o
amparo social. Mulheres e crianças trabalhavam da mesma maneira que os homens, nas
mesmas condições, mas o salário era bem menor. Portanto, era muito mais lucrativo contratá-los. E pelos baixos salários oferecidos, era fundamental que todos os integrantes de uma
família trabalhassem, para garantir a sobrevivência de todos.
Texto 1
“Toda manhã, às cinco horas, o diretor deve tocar o sino para o início do trabalho, às oito
horas para o café da manhã, depois de meia hora para o retorno ao trabalho, ao meio dia toca
o sino para o almoço e às oito para o fim do expediente, quando tudo deve ser trancado.”
Adaptado de: Livro das Leis da Siderúrgica Crowley. Em: Thompson, E. P. Costumes em
comum: Estudos sobre a cultura popular tradicional. SP: Cia das Letras, 1998.
Texto 2
(...) Na realidade não havia horas regulares: os mestres e gerentes faziam conosco o que
desejavam. Os relógios das fábricas eram constantemente adiantados de manhã e atrasados à
noite; em vez de serem instruídos para medir o tempo, eram usados como disfarce para cobrir
o engano e a opressão. Embora isso fosse do conhecimento dos trabalhadores, todos tinham
medo de falar e o trabalhador tinha medo de usar o relógio, pois não era incomum
despedirem aqueles que ousavam saber demais a ciência das horas. Adaptado de: Capítulos na
vida de um garoto de fábrica de Dundee.
Em: Thompson, E. P. Costumes em comum: Estudos sobre a cultura popular tradicional. SP:
Cia das Letras, 1998.
Atividades:
a) Qual era, em média, a jornada de trabalho numa fábrica da Inglaterra na época tratada
no texto 1?
b) Qual a importância do sino nessa instituição?
c) Que elementos de exploração dos trabalhadores você identifica no texto 2? Justifique
sua resposta.
d) Os dois textos tratam sobre o uso e a apropriação do tempo pelos patrões e operários.
• Por que é importante para o patrão ter o controle do tempo?
• Por que o texto 2 diz que o trabalhador tinha medo de usar relógio?
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